• Na poesia do ortónimo coexistem duas vertentes: a tradicional e a modernista. Algumas das suas composições seguem na continuidade do lirismo português, com marcas do saudosismo; outras iniciam o processo de ruptura, que se concretiza nos heterónimos ou nas experiências modernistas.
• A poesia, a cujo conjunto Pessoa queria dar o título Cancioneiro, é marcada pelo conflito entre o pensar e o sentir, ou entre a ambição da felicidade pura e a frustração que a consciência-de-si implica (ex.: «Ela canta, pobre ceifeira»).
• Pessoa procura, através da fragmentação do eu, a totalidade que lhe permita conciliar o pensar e o sentir.
• O interseccionismo entre o material e o sonho, a realidade e a idealidade surge como tentativa para encontrar a unidade entre a experiência sensível e a inteligência.
• O ortónimo tem uma ascendência simbolista evidente desde os tempos de Orpheu e do Paulismo (ex.: Impressões do Crepúsculo).
• A poesia do ortónimo revela a despersonalização do poeta fingidor que fala e que se identifica com a própria criação poética, como impõe a modernidade. O poeta recorre à ironia para pôr tudo em causa, inclusive a própria sinceridade que, com o fingimento, possibilita a construção da arte.
• As temáticas:
- o sonho; a intersecção entre o sonho e a realidade (ex.: Chuva Oblíqua),
- a angústia existencial e a nostalgia (do Eu, de um bem perdido, das imagens da infância...);
- a distância entre o idealizado e o realizado - e a consequente frustração ("Tudo o que faço ou medito");
- a máscara e o fingimento como elaboração mental dos conceitos que exprimem as emoções ou o que quer comunicar (ex.: Autopsicografia);
- a intelectualização das emoções e dos sentimentos para elaboração da arte;
- tradução dos sentimentos na linguagem do leitor, pois o que se sente é incomunicável.
• A poesia, a cujo conjunto Pessoa queria dar o título Cancioneiro, é marcada pelo conflito entre o pensar e o sentir, ou entre a ambição da felicidade pura e a frustração que a consciência-de-si implica (ex.: «Ela canta, pobre ceifeira»).
• Pessoa procura, através da fragmentação do eu, a totalidade que lhe permita conciliar o pensar e o sentir.
• O interseccionismo entre o material e o sonho, a realidade e a idealidade surge como tentativa para encontrar a unidade entre a experiência sensível e a inteligência.
• O ortónimo tem uma ascendência simbolista evidente desde os tempos de Orpheu e do Paulismo (ex.: Impressões do Crepúsculo).
• A poesia do ortónimo revela a despersonalização do poeta fingidor que fala e que se identifica com a própria criação poética, como impõe a modernidade. O poeta recorre à ironia para pôr tudo em causa, inclusive a própria sinceridade que, com o fingimento, possibilita a construção da arte.
• As temáticas:
- o sonho; a intersecção entre o sonho e a realidade (ex.: Chuva Oblíqua),
- a angústia existencial e a nostalgia (do Eu, de um bem perdido, das imagens da infância...);
- a distância entre o idealizado e o realizado - e a consequente frustração ("Tudo o que faço ou medito");
- a máscara e o fingimento como elaboração mental dos conceitos que exprimem as emoções ou o que quer comunicar (ex.: Autopsicografia);
- a intelectualização das emoções e dos sentimentos para elaboração da arte;
- tradução dos sentimentos na linguagem do leitor, pois o que se sente é incomunicável.
Fundamental para organizar algumas ideias:
Teste 1 - Fernando Pessoa Ortónimo
Teste 2 - Fernando Pessoa Ortónimo
Síntese das características literário-estilísticas de Fernando Pessoa - ortónimo
Algumas páginas interessantes:
Instituto de Camões
Farol das Letras
Projecto Vercial
Recursos estilísticos
Muito interessante:
Video da RTP (Grandes Portugueses) sobre Fernando Pessoa - clique sobre o nome do poeta
4 comentários:
:O
Quem � que estuda para o teste ?!
Boa pergunta. Não sei... talvez o Pai Natal, o Coelhinho da Páscoa e o Capuchinho Vermelho... se ela conseguir escapar ao lobo mau.
O Professor Paulo Mota
Ou então a Madeleine se conseguir escapadar dos raptores ! :O
Humor negro, não, obrigado.
Professor: Paulo Mota
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