domingo, abril 13, 2008

Testes sobre "Felizmente Há Luar"

Texto do Felizmente Há Luar! (da página 135 à 140)
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Questionário 1
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1. Indique as razões invocadas por Sousa Falcão para o seu luto.
2. Explicite o sentido da frase: «Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro...».
3. Refira a função de cada um dos dois tipos de texto que acompanham o diálogo: notas à margem e indicações dadas entre parênteses.
4. Descreva, com base no excerto transcrito, os traços caracterizadores de Gomes Freire.
5. Comente a evolução que se regista na atitude de Matilde.
In Exame Nacional de Português B – 2001 – 1.ª fase
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Questionário 2
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1. De entre as afirmações seguintes, identifique, através da alínea respectiva, aquela que completa a frase de modo adequado ao sentido do texto.
1.1. A saia verde que Matilde vestiu no momento da execução do marido simboliza…
a) o amor entre ambos.
b) a esperança de que ele não morra.
c) o desejo de regressar a Paris.
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1.2. Sousa Falcão vestiu-se de negro, porque estava de luto…
a) pelo amigo.
b) por si próprio.
c) por todos quantos foram executados.
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1.3. Sousa Falcão afirma não ser amigo de Gomes Freire, porque…
a) este o decepcionou, devido à sua conduta ousada.
b) receia ser identificado com o general.
c) não foi condenado à morte juntamente com o general.
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1.4. A frase «Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro…» significa que…
a) há homens que, pelo seu exemplo de coragem, obrigam os outros homens a porem-se em causa e a questionarem-se.
b) há homens que, pela sua ousadia, obrigam os outros homens a condená-los para restabelecer a ordem.
c) há homens que, pela sua ousadia, obrigam os outros homens a considerar-se inferiores.
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1.5. Segundo Sousa Falcão, Gomes Freire de Andrade é um homem…
a) idealista, embora lutador e corajoso.
b) idealista, lutador e corajoso.
c) idealista, mas lutador e corajoso.
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1.6. As notas à margem do texto principal…
a) referem alterações na iluminação.
b) marcam as pausas, o tom de voz, os gestos e os movimentos cénicos das personagens.
c) constituem comentários que interpretam, enquadram e explicitam cenicamente as atitudes e as falas das personagens.
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2. "A nobreza moral de Matilde aproxima-a da trajectória de uma heroína trágica."
In História do Teatro Português de José Oliveira Barata
2.1. Considere o juízo crítico apresentado e comente-o, fundamentando-se na sua experiência de leitura. Redija um texto expositivo-argumentativo bem estruturado, (de cem a duzentas palavras).
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3. Na peça Felizmente Há Luar! Assumem particular relevância o tema da opressão e o efeito cénico da luz.
Fazendo apelo à sua experiência de leitura, apresente, de entre os dois aspectos referidos, aquele que para si se revelou mais significativo nesta obra de Luís de Sttau Monteiro. Desenvolva a sua opinião num texto expositivo-argumentativo bem estruturado, de cem a duzentas palavras).
In Português – O Essencial do 12.º - Edições Asa
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Questionário III
No manual Plural (na página 347) – Lisboa Editora
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Questionário IV
1. Partindo das imagens propostas, redija um texto expositivo-argumentativo bem estruturado (de cem a duzentas palavras) sobre Felizmente Há Luar!.

Grupo II
Funcionamento da Língua
Texto
Com a entrada da pessoa humana na História, deu-se um salto que deixou "traços ncomparáveis na História das Ideias". Sem esta valorização nitidamente cristã da pessoa enquanto tal, "a filosofia dos direitos do homem a que estamos tão ligados hoje nunca teria visto o dia".
O cristianismo proclamou uma ideia então inaudita: contra a Cidade grega, fundada na escravatura, afirmou que "a Humanidade é fundamentalmente una e que os homens são iguais em dignidade".
Esta noção de igual dignidade de todos os seres humanos põe a liberdade como fundamento da moral. Enquanto as grandes cosmologias gregas colocavam a natureza como norma, derivando daí um universo aristocrático, já que a natureza é profundamente hierarquizada e desigualitária, para o cristianismo as desigualdades naturais não têm importância - a dignidade dos seres humanos é a mesma e assenta na liberdade e não nos talentos naturais. O que decide o que é moral e imoral não são os dons naturais, mas o uso que deles se faz.
Assim, "talvez pela primeira vez na História da Humanidade, é a liberdade e não já a natureza que se torna o fundamento da moral". E precisamente a ideia de dignidade igual de todos, que também surge pela primeira vez, está na "origem da democracia moderna".
Tanto assim é que ainda hoje "as civilizações que não conheceram o cristianismo têm grandes dificuldades em dar à luz regimes democráticos".
Neste enquadramento, surge a consciência de que, no plano moral, "o espírito é mais importante do que a letra, o 'foro interior' mais decisivo do que a observância literal da lei da Cidade, que não passa de uma lei exterior".
Deste modo, entra em cena a ideia moderna de Humanidade. Já não há senhores e escravos e o "bárbaro" no sentido de estrangeiro tende a desaparecer a favor da afirmação de que há uma só Humanidade: o cristianismo é "a primeira moral universalista".
Se o Logos encarnou numa pessoa, então o amor é mais forte do que a morte. Tradicionalmente, o eu estava votado a dissolver-se no grande Todo impessoal, mas o cristianismo promete a imortalidade da pessoa na ressurreição dos mortos, garantida pelo Deus que é Amor e que pede o amor entre todos os homens. Assim, afirmar que o cristianismo despreza a carne é "inexacto". Não afirma ele que o divino se tornou carne em Cristo e não promete ele a salvação enquanto ressurreição da pessoa toda em corpo?
Anselmo Borges, DN
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1. De entre as afirmações seguintes, escolha, identificando através da alínea respectiva, a hipótese que corresponde à alternativa correcta.
1.1. Na expressão "Tradicionalmente, o eu estava votado a dissolver-se no grande Todo impessoal", a expressão destacada pertence à:
a) conjugação pronominal reflexa;
b) conjugação pronominal;
c) conjugação perifrástica;
d) conjugação verbal simples.
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1.2. A expressão «contra a Cidade grega, fundada na escravatura, afirmou que “a Humanidade é fundamentalmente una e que os homens são iguais em dignidade"» contém:
a) um acto ilocutório directivo;
b) um acto ilocutório assertivo;
c) um acto ilocutório compromissivo;
d) um acto ilocutório expressivo.
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1.3. A forma verbal "há" (sublinhada no texto) está no:
a) futuro do indicativo;
b) presente do indicativo; ;
c) pretérito imperfeito do indicativo;
d) imperativo.
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1.4. O adjectivo da expressão "o amor é mais forte do que a morte" está no grau:
a) superlativo relativo de superioridade;
b) normal;
c) comparativo de superioridade;
d) superlativo absoluto sintético.
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1.5. As expressões destacadas em "Não afirma ele que o divino se tornou carne em Cristo e não promete ele a salvação enquanto ressurreição da pessoa toda em corpo?" são respectivamente:
a) uma oração relativa restritiva, uma oração coordenada copulativa e uma oração subordinada adverbial temporal;
b) uma oração substantiva completiva, uma oração coordenada disjuntiva e uma oração subordinada adverbial temporal;
c) uma oração relativa explicativa, uma oração coordenada copulativa e uma oração subordinada adverbial temporal;
d) uma oração substantiva completiva, uma oração coordenada copulativa e uma oração subordinada adverbial temporal.
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2. Faça corresponder aos elementos da grupo A um elemento da grupo B, de modo a obter informações verdadeiras.
Grupo A
1) Com a expressão "O cristianismo proclamou uma ideia então inaudita",
2) Com a expressão "Já não há senhores e escravos e o bárbaro no sentido de estrangeiro",
3) Com a expressão "Se o Logos encarnou numa pessoa, então o amor é mais forte do que a morte.",
4) Com a expressão "O que decide o que é moral e imoral não são os dons naturais, mas o uso que deles se faz.",
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Grupo B
a) o enunciador apresenta uma ideia de novidade.
b) o enunciador expressa uma ideia de uma acção a realizar.
c) o enunciador introduz aspectos acessórios relativamente ao tópico que se encontra a tratar.
d) o enunciador traduz uma ideia do fluir do tempo.
e) o enunciador expressa uma ideia de simultaneidade.
f) o enunciador introduz uma ideia de contraste.
g) o enunciador traduz uma ideia de conclusão.
h) o enunciador introduz uma enumeração em que todos os elementos têm estatuto semelhante.

3. Identifique as afirmações verdadeiras (V) e as afirmações falsas (F), justificando as falsas.
a) Na expressão “o que é moral e imoral”, as palavras destacadas são antitéticas.
b) A expressão destacada em "os homens são iguais em dignidade." é um predicativo de sujeito.
c) "Esta noção de igual dignidade de todos os seres humanos põe a liberdade como fundamento moral.” contém uma comparação.
d) “desigualitária” é uma palavra derivada por prefixação.
In Preparação para Testes e Exame Nacional de Português, Sebenta Editora
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Grupo III
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“Dá-me o telemóvel, já!”

1.1. Partindo deste episódio lamentável que nos invadiu a casa de todas as formas e feitios, elabore uma dissertação sobre o estado deplorável do ensino em Portugal (segundo alguns entendidos ou que têm a mania que são entendidos), procurando detectar as causas e apontar possíveis soluções. Para fundamentar o seu ponto de vista, recorra, no mínimo, a dois argumentos, ilustrando cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.

sábado, abril 12, 2008

Estrutura do teste de avaliação 17/4/2008

Grupo I - 100 pontos;
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Grupo II - 50 pontos;
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Grupo III – 50 pontos .
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GRUPO I
. A) 1. Um texto da obra Felizmente Há Luar! de Luís Sttau Monteiro:
1.1. Perguntas de interpretação:
a) Contextualização na estrutura do texto dramático a que pertence;
b)Explicação e interpretação de sentidos textuais e de símbolos específicos, tendo em conta a globalidade da obra a que pertence;
c) Caracterização das personagens, tendo como referência o texto apresentado e articulando com outros excertos (quando solicitado)
d) Identificação de figuras de estilo, justificando o seu valor expressivo.
e) Explicitação das categorias e dos elementos estruturantes do texto dramático, enquanto veiculadores de sentidos na peça teatral estudada.
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B) 2. Produção de um texto (sessenta a cento e vinte palavras) sobre o Felizmente Há Luar!, partindo de uma imagem ou de um comentário.
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Grupo II
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1. Texto informativo
  • Questões sobre funcionamento da língua: articuladores do discurso e respectiva classificação; análise frásica ( frase simples/frase complexa; frase finita/frase não finita; coordenação/subordinação); funções sintácticas; actos ilocutórios; expressões deícticas.
  • Exercício de coesão e coerência textual, respeitando os princípios de não contradição, não tautologia (tautologia – informações que repetem em termos idênticos ou equivalentes aquilo que já foi dito, não acrescentando nada de novo), da relevância, da continuidade temática e da progressão semântica

GRUPO III

  • Produção de um texto de reflexão, de acordo com as directrizes apresentada;
  • É obrigatória a apresentação de um plano-guia.

sexta-feira, abril 11, 2008

"Felizmente Há Luar!" de Luís Sttau Monteiro


A acção de Felizmente Há Luar! passa-se nos primeiros anos do séc. XIX, no início das lutas liberais, e serve de pretexto, a Sttau Monteiro, para denunciar o presente através da metáfora do passado. Escrita em 1958, no contexto social e político do Estado Novo, pretende retratar um tempo de opressão e adquire uma função didáctica, permitindo-nos o conhecimento da história do país e advertindo-nos para os problemas de um sistema repressivo e sua prevenção.
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Material de estudo
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Teste os seus conhecimentos
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sábado, março 01, 2008

Teste 1 sobre a "Mensagem" de Fernando Pessoa

Leia atentamente o texto:
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CALMA
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Que costa é que as ondas contam
E se não pode encontrar
Por mais naus que haja no mar?
O que é que as ondas encontram
E nunca se vê surgindo?
Este som de o mar praiar
Onde é que está existindo?

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Ilha próxima e remota,
Que nos ouvidos persiste,
Para a vista não existe.
Que nau, que armada, que frota
Pode encontrar o caminho
À praia onde o mar insiste,
Se à vista o mar é sozinho?

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Haverá rasgões no espaço
Que dêem para outro lado,
E que, um deles encontrado,
Aqui, onde há só sargaço,
Surja uma ilha velada,
O país afortunado
Que guarda o Rei desterrado
Em sua vida encantada?
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Fernando Pessoa, Mensagem
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1. De entre as afirmações seguintes, identifique aquela que completa a frase, de acordo com o sentido global do texto.
1.1. Ao longo do poema, o sujeito poético
a) tenta encontrar uma ilha perdida no nevoeiro.
b) pressente a existência de uma realidade para além do visível.
c) recebe informações sobre as novas terras descobertas anunciadas pelo som das ondas.
d) sonha com uma ilha encantada e um rei adormecido.
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1.2. O poema apresenta
a) um sonho de um futuro possível.
b) um presente de estagnação e de possibilidade.
c) um futuro possível ligado ao mar.
d) o mar como potenciador do regresso de um passado de glória.
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2. Aponte a relação que se estabelece entre o sujeito poético e as ondas do mar.

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3. Explique, no contexto do poema, a expressividade do oxímoro que inicia a segunda estrofe.
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4. Explique em que medida o achamento do "Rei desterrado" ultrapassa os limites físicos do espaço.
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Grupo II
1. Identifique as afirmações verdadeiras (V) e a: afirmações falsas (F):
A) Em "Que costa é que as ondas contam / E se não pode encontrar" (w. 1-2), o pronome "se" é reflexo.
B) A palavra "praiar" (v. 6) formou-se pela aposição de um afixo derivacional.
C) A frase "Ilha próxima e remota, / Que nos ouvidos persiste, / Para a vista não existe" c. (w. 8-10) contém uma oração subordinada relativa explicativa.
D) Na frase “Aqui, onde há só sargaço" (v. 18) o enunciador utiliza um deíctico temporal.
E) Na expressão "uma ilha velada" (v. 19) o determinante artigo indefinido tem um valor genérico.
F) Em "vida encantada" (v. 22), o adjectivo tem valor restritivo.
G) As palavras "nau", "armada", "frota" integram o mesmo campo lexical.
H) Na frase "(...) que frota / Pode encontrar o caminho / (.. .), / Se à vista o mar é sozinho" (w. 11-14), existe uma oração subordinada substantiva completiva.
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2. Explique a utilização do demonstrativo "este" no penúltimo verso da primeira estrofe.
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3. Justifique a utilização do modo conjuntivo na última estrofe do poema.
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(In Exames Resolvidos de Português 12.º, Porto Editora)
Grupo III
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, apresente uma reflexão sobre a importância do sonho e do mito para o Homem. Para fundamentar o seu ponto de vista, recorra, no mínimo, a dois argumentos, ilustrando cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.
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De modo a enriquecer o seu texto, utilize algumas citações da Mensagem, como por exemplo:
“O mito é o nada que é tudo”
“Sem loucura que é o homem/Mais que a besta sadia,/ Cadáver adiado que procria.”
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”.
O sonho é “buscar na linha fria do horizonte / A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte – Os beijos merecidos da Verdade.”
“Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena:”
“Senhor, falta cumprir-se Portugal!”

Teste 2 sobre a Mensagem de Fernando Pessoa

Texto A
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D. JOÃO, O PRIMEIRO
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O homem e a hora são um só
Quando Deus faz e a história é feita.
O mais é carne, cujo pó
A terra espreita.

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Mestre, sem o saber, do Templo
Que Portugal foi feito ser,
Que houvesse a glória e deste o exemplo
De o defender.

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Teu nome, eleito em sua fama,
É, na ara(1) da nossa alma interna,
A que repele, eterna chama,
A sombra eterna.
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(1) – Altar; lugar de sacrifícios
Fernando Pessoa, Mensagem

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Texto B

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37(…)
Tal Joanne, com outros escolhidos
Dos seus, correndo acorre à primeira ala:
«Ó fortes companheiros, ó subidos
Cavaleiros, a quem nenhum se iguala,
Defendei vossas terras, que a esperança
Da liberdade está na vossa lança!
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38
Vedes-me aqui, Rei vosso e companheiro,
Que entre as lanças e setas e os arneses
Dos inimigos corro, e vou primeiro;
Pelejai, verdadeiros Portugueses!»
Luís de Camões; Lusíadas (Batalha de Aljubarrota)
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Depois de uma leitura atenta, responda, de forma clara e correcta, às questões.
1. Assinale, na folha da prova, a alínea que considera correcta.

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1.1. O poema da Mensagem e a estância de Os Lusíadas fazem referência a personagens:
a) míticas.
b) lendárias.
c) históricas.
d) históricas e mitificadas.
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1.2. D. João I é um herói involuntário, porque:
a) é instrumento da vontade divina.
b) garantiu a independência de Portugal.
c) venceu a Batalha de Aljubarrota, apesar de ter um exército diminuto.
d) Nuno Álvares Pereira lhe facultou esse poder.
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1.3. Nos versos "Defendei vossas terras, que a esperança / Da liberdade está na vossa lança!", mostra-se que a liberdade:
a) está relacionada com a dureza da guerra e é indissociável do patriotismo.
b) é indissociável do patriotismo de um grupo de proprietários Portugueses.
c) só interessa aos patriotas Portugueses.
d) é uma questão fulcral na guerra.
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1.4. No poema de Fernando Pessoa, a palavra "Mestre" significa:
a) guia militar do Homem, de Portugal, do Mundo e exemplo de defesa da pátria.
b) guia mítico do Homem, de Portugal, do Mundo e exemplo de defesa da pátria.
c) guia espiritual do Homem, de Portugal, do Mundo e exemplo de defesa da pátria.
d) guia espiritual do Homem e de Portugal, bem como guia mítico do Mundo e exemplo de defesa da pátria.
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1.5. O sentido de "eterna chama" (v. 11) é:
a) o alento que conduz à luz, ao sonho de defesa e glória de Portugal.
b) o factor que leva os Portugueses a sonhar trilhar novos caminhos de vitória.
c) a destruição do sonho português.
d) o alumiar da epopeia marítima.
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1.6. A expressão "sombra eterna" (v .12) simboliza:
a) o real, o conhecimento e o apogeu.
b) o irreal, o desconhecido e a verdade.
c) que Deus quis que os portugueses se lançassem na saga marítima.
d) o irreal, o desconhecimento e o declínio.
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1.7. Os recursos estilísticos presentes nos versos "Ó fortes companheiros, ó subidos / Cavaleiros" e "O Homem e a hora são um só" são:
a) apóstrofe, adjectivação e metáfora.
b) adjectivação, antítese e hipérbole.
c) aliteração, apóstrofe e antítese.
d) metáfora, eufemismo e hipérbole.
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1.8. O sujeito poético utiliza a maiusculação no verso 5 (Mensagem) para:
a) conferir autonomia, certeza e legitimidade à palavra.
b) conferir autonomia, valor e legitimidade à palavra.
c) conferir valor, confiança e legitimidade à palavra.
d) conferir legitimidade, certeza e confiança à palavra.
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2. Reportando-se aos dois textos, apresente a imagem de herói neles contida.
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3. Integre o poema de Pessoa na estrutura da Mensagem e a estância de Camões na estrutura de Os Lusíadas. Justifique convenientemente a sua resposta, num texto de 100 a 120 palavras
120 palavras.
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Grupo II
Funcionamento da Língua
1. De entre as afirmações seguintes, escolha, identificando através da alínea respectiva, a hipótese que corresponde à alternativa correcta.
1.1. O vocábulo "glória" é morfologicamente:
a) adjectivo;
b) nome comum;
c) nome abstracto;
d) advérbio de modo.
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1.2. No verso "De o defender" (est. 2) a expressão destacada tem como referente:

a) Mestre;
b) Portugal;
c) Templo;
d) Glória.
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1.3. A forma verbal "houvesse" está no:
a) Presente do Indicativo.
b) Presente do Conjuntivo.
c) Imperfeito do Conjuntivo.
d) Pretérito Mais-Que-Perfeito.
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1.4. A função sintáctica desempenhada pela expressão sublinhada em "A que repele, eterna chama, / A sombra eterna" é:
a) sujeito;
b) aposto;
c) predicativo do sujeito;
d) atributo.
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1.5. "sem" pertence à classe morfológica:

a) dos adjectivos;
b) das conjunções;
c) dos advérbios;
d) das preposições.
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1.6. Na expressão "Quando Deus faz a história é feita", a expressão sublinhada é:

a) uma oração subordinada adverbial final;
b) uma oração subordinada adverbial temporal;
c) uma oração relativa temporal;
d) uma oração subordinante adverbial temporal.
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2. Faça corresponder aos elementos da grupo A um elemento da grupo B, de modo a obter informações verdadeiras.
A)
1) "O Homem e a hora são um só. (v.1)
2) "eterna chama, / A sombra eterna" (vv. 11-12)
3) "a quem nenhum se iguala"
4) "Com ofertas, despois, e romarias"
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B)
a) O enunciador exprime uma ideia de afastamento espácio-temporal.
b) O enunciador expressa uma ideia hiperbólica.
c) O enunciador exprime uma ideia de dúvida.
d O enunciador traduz uma ideia do fluir do tempo
e) O enunciador expressa uma ideia antitética.
f) O enunciador encara uma ideia de simultaneidade.
O enunciador traduz uma ideia de exclusividade.
h) O enunciador introduz uma enumeração em que todos os elementos têm estatuto semelhante.
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3. Identifique as afirmações verdadeiras (V) e as afirmações falsas (F), justificando as falsas.
Afirmações
a) No verso "As graças deu a Quem lhe deu vitória", "Quem" é um pronome relativo.
b) A função sintáctica do elemento destacado em "O Homem e a hora são um só" é predicativo do sujeito.
c} No verso "Dos seus correndo acode", o vocábulo destacado é um determinante possessivo.
d) Portugal é hipónimo de nação.
e) Ora e "hora" são homógrafas
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(In Preparação para testes e exame nacional de Português - 12.º - Sebenta Editora)

Estrutura do teste de avaliação 6/3/2008

Grupo I - 100 pontos;
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Grupo II - 60 pontos;
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Grupo III –: 40 pontos .
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GRUPO I
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A)
1. Um poema da Mensagem de Fernando Pessoa:

1.1. Perguntas de interpretação:
a) Contextualização na estrutura da obra a que pertence;
b)Explicação e interpretação de sentidos textuais e de símbolos, tendo em conta a obra a que pertence;

c) Identificação dos sentimentos ou pensamentos expressos pelo sujeito poético.
d) Identificação de figuras de estilo, justificando o seu valor expressivo.
e) Noções de versificação (métrica, tipologia estrófica e rimática);

B)
2. Produção de um texto (sessenta a cento e vinte palavras), tendo em conta as seguintes temáticas:
  • Estrutura e valores simbólicos da Mensagem;
  • Criação de um Portugal mítico;
  • Sebastianismo e o mito do Quinto Império;
  • Mensagem / Os Lusíadas: relação intertextual;

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Grupo II

1. Texto informativo

  • Questões sobre funcionamento da língua: articuladores do discurso e respectiva classificação; análise frásica ( frase simples/frase complexa; frase finita/frase não finita; coordenação/subordinação); funções sintácticas; actos ilocutórios;
  • Exercício de coesão e coerência textual, respeitando os princípios de não contradição, não tautologia (tautologia – informações que repetem em termos idênticos ou equivalentes aquilo que já foi dito, não acrescentando nada de novo), da relevância, da continuidade temática e da progressão semântica

GRUPO III

  • Produção de um texto de reflexão, de acordo com as directrizes apresentada;
  • É obrigatória a apresentação de um plano-guia.

"Mensagem" de Fernando Pessoa

"Mensagem é um livro que projecta as ambições de Pessoa, numa análise mais a frio do que seria um Império Eterno, depois do Império Terreno que Portugal tinha construido e perdido para a corrupção que permeia todas as coisas materiais. O reino da paz, segundo Pessoa, surgiria apenas depois da conversão de cada homem, da sua transformação interior, como diz e bem Agostinho da Silva em Um Fernando Pessoa. De facto Mensagem é um livro talvez mais importante do que os Lusíadas, porque se menos eloquente é mais simbólico, falando ao interior e não tanto ao exterior. Mensagem é uma obra de análise profunda do passado e do futuro, mas nunca do presente, e isso é um ponto essencial quando a lemos. "
Major Reformado
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Material de Estudo:
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Teste os seus conhecimentos:
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